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Magia e impotência na Idade Média

Magia e impotência na Idade Média

Magia e impotência na Idade Média

Por Catherine Rider

Boletim Informativo da Societas Magica, Vol.13 (2004)

Introdução: Aconteceu uma vez em Paris que uma certa feiticeira impediu um homem que a havia deixado para que ele não pudesse ter relações sexuais com outra mulher com quem ele havia se casado. Então ela fez um encantamento sobre uma fechadura fechada e jogou aquela fechadura em um poço, e a chave em outro poço, e o homem ficou impotente. Mas depois, quando a feiticeira foi forçada a reconhecer a verdade, a fechadura foi retirada de um poço e a chave do outro, e assim que a fechadura foi aberta, o homem pôde ter relações sexuais com sua esposa.

Esta história, contada em c.1216, ilustra a ligação entre magia e impotência como era mais comumente apresentada na Idade Média. Hoje podemos suspeitar que a impotência do homem teve uma causa psicológica, mas para observadores medievais, este era um caso típico de magia prejudicial, maleficium. Muitas sociedades estabeleceram ligações semelhantes entre impotência e magia, mas o assunto recebeu muita discussão na Europa a partir do século XII por causa da maneira como funcionava o ensino universitário medieval. Cada geração de alunos comentou sobre os mesmos livros didáticos, e porque a impotência causada por maleficium apareceu nos manuais de três disciplinas acadêmicas, direito canônico, teologia e medicina, apareceu regularmente nos comentários que se seguiram. Há também uma série de referências ao assunto em outras fontes, como textos mágicos, manuais de sacerdotes e até mesmo alguns registros de julgamento.


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