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O corpo feminino santo e a paisagem de fundação no latido anglo-saxão

O corpo feminino santo e a paisagem de fundação no latido anglo-saxão

O corpo feminino santo e a paisagem de fundação no latido anglo-saxão

Por Lisa M.C. Weston

Fórum Feminista Medieval, Vol. 43 (2007)

Introdução: No final do século VII, uma nobre anglo-saxã chamada Ethelburga tornou-se a primeira abadessa de um novo mosteiro. Sua fundação do que viria a ser conhecido como Abadia de Barking - e especialmente o desenvolvimento subsequente da abadia em torno de seu túmulo - efetivamente transformou a paisagem da área metropolitana de Londres e do oeste de Essex.

Como vários geógrafos culturais argumentaram, a paisagem é um fenômeno inerentemente social, e não natural. Ou seja, uma paisagem é criada por aqueles que nela vivem e se movem. Ele adquire um significado cultural à medida que é implantado por uma comunidade para expressar maneiras compartilhadas de estar no mundo, percepções compartilhadas de corpos no tempo e no espaço. Repleta do simbolismo de pontos de referência "naturais", como rios e encostas, e enriquecida pelas memórias que se acumulam em habitações e monumentos construídos pelo homem, uma paisagem se torna, por sua vez, o palco para a performance de identidades religiosas, dinásticas e de gênero. Também se torna o local de narrativas do passado e do futuro: reciprocamente moldando e sendo moldada por mito e memória, instituição e identidade, uma paisagem é inerentemente investida de narrativa histórica. De fato, segundo Christopher Tilley, mesmo os nomes dados aos lugares constituem “um ato de construção da paisagem”, uma vez que os nomes, como outras narrativas mais elaboradas do lugar, incorporam a experiência dos acontecimentos ali ocorridos.


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