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A paridade do poder de compra se manteve na Europa medieval?

A paridade do poder de compra se manteve na Europa medieval?

A paridade do poder de compra se manteve na Europa medieval?

Adrian R. Bell, Chris Brooks e Tony K. Moore (ICMA Center, Henley Business School, University of Reading)

Série de artigos para discussão da Henley Business School, Janeiro de 2014)

Resumo

Este artigo emprega um conjunto de dados exclusivo, coletado à mão de taxas de câmbio para cinco moedas principais (a lira de Barcelona, ​​a libra esterlina da Inglaterra, o lago groot de Flandres, o florim de Florença e o livre tournois da França) para considerar se o lei de paridade de preço único e poder de compra mantida na Europa durante o final do século XIV e início do século XV. Usando séries únicas e raiz unitária de painel e testes de estacionariedade em dez taxas de câmbio reais entre 1383 e 1411, mostramos que a relação de paridade foi mantida para a libra esterlina e parte da série florentina florentina individualmente e para quase todos os grupos que investigamos. Nossas descobertas aumentam o peso da evidência de que as atividades de negociação e arbitragem impediram que as moedas se desviassem permanentemente dos valores justos e que os mercados financeiros medievais funcionavam bem. Isso apóia os resultados relatados em outros estudos recentes, que indicam que muitos elementos das teorias econômicas modernas podem ser rastreados há mais de 700 anos na Europa.

Ao contrário da concepção popular, as leis de oferta e demanda eram bem conhecidas na Idade Média. De acordo com o teólogo do século XIV San Bernardino, o preço justo era aquele "que prevalecesse em um dado momento de acordo com a estimativa do mercado, isto é, quanto as mercadorias à venda valem então comumente em um determinado lugar" (de Roover, 1967). Ainda antes, o teólogo inglês Richard de Middleton (m.1302) apontou que dois países, um em que os grãos eram abundantes e baratos, mas o vinho escasso e caro, e o outro em que o vinho era abundante e os grãos escassos, seriam ambos beneficiar da troca de seus excedentes. Além disso, os comerciantes que intermediavam esse comércio podiam justamente lucrar comprando pelo preço de mercado mais baixo em um país e vendendo pelo preço de mercado mais alto no outro (de Roover, 1963).


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