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Quem realmente morreu na Batalha de Crecy?

Quem realmente morreu na Batalha de Crecy?


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Esta batalha, travada em 26 de agosto de 1346, foi uma das vitórias mais importantes da Inglaterra durante a Guerra dos Cem Anos. Uma nova pesquisa sobre a batalha revelou quanta confusão existia sobre quem realmente morreu durante a batalha.

Em um artigo apresentado no mês passado no 50º Congresso Internacional de Estudos Medievais, Michael Livingston detalhou sua pesquisa em mais de 80 fontes do século XIV que observaram a batalha entre as forças inglesas e francesas no norte da França. Ele explicou que a grande maioria dessas fontes incluía uma lista de quem foi morto na batalha, geralmente no final da conta. Além disso, ele descobriu em muitas dessas fontes que havia vários erros entre esses nomes, com muitas das pessoas que se diziam mortas, na verdade sobrevivendo.

Isso inclui uma carta escrita pelo rei Eduardo III, enviada poucos dias após a batalha, onde apenas 50% das pessoas que ele identificou como mortas estavam realmente mortas. Por exemplo, Jaime III, Rei de Maiorca, que participou na batalha do lado francês, foi relatado como morto, mas ele realmente sobreviveu (apenas para ser morto em outra batalha três anos depois).

Livingston foi capaz de calcular que suas várias fontes, que incluíam crônicas galesas, italianas e tchecas, haviam listado 86 indivíduos diferentes que teriam sido mortos na Batalha de Crécy. Apenas dezesseis deles são conhecidos com certeza por terem morrido na batalha, com muitos sobrevivendo por décadas depois.

Por que havia tantas imprecisões nesses relatórios? Livingston observa a importância de um poema de 566 versos escrito por Colins de Beaumont, que diz ter sido uma testemunha ocular da batalha e compôs o poema apenas três dias depois. Livingston chama essa fonte de “uma função mortuária versificada”, que lista 29 pessoas que morreram em Crecy. Além disso, descreve como, após a batalha, arautos de ambos os lados coletaram armas, escudos e armaduras do campo de batalha, na esperança de que os símbolos heráldicos neles pudessem ser usados ​​para identificar os mortos. Esses arautos ficavam frequentemente em desespero enquanto vasculhavam o campo de batalha, pegando pedaços de escudos ou punhos de espada quebrados, que eles então levaram uma grande tenda para que pudessem ser identificados.

Livingston descobre que, nessas condições, os arautos provavelmente teriam identificado erroneamente muitas dessas peças. Além disso, alguns dos itens encontrados teriam sido deixados para trás por homens em fuga. Isso levaria a ter “tantos falsos positivos” para quem realmente morreu na Batalha de Crécy.

O artigo apresentado no Congresso Internacional de Estudos Medievais é apenas parte de um projeto maior de pesquisa de Livingston, que é professor associado de inglês no The Citadel. Com Kelly DeVries, ele está preparando um importante livro de referência sobre a Batalha de Crecy que será publicado no final deste verão. No próximo mês, ele falará no Congresso Internacional Medieval da Universidade de Leeds, proferindo um artigo intitulado “The Road to Crecy: Tracing the Path to the Battle”, que trará novas revelações sobre a batalha.

Você pode aprender mais sobre Michael Livingston em o site dele ou siga-o no Twitter@medievalguy


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