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Deviants, Donestre e Debauchees: aqui estão os monstros

Deviants, Donestre e Debauchees: aqui estão os monstros

Deviants, Donestre e Debauchees: aqui estão os monstros

Por Tom Tyler

Cultura, Teoria e Crítica, Vol.49: 2 (2008)

Resumo: Santo Agostinho sugeriu que monstros (monstra) servem para mostrar ou significar (monstrare) algo, enquanto Foucault argumentou que um ancestral do indivíduo anormal de hoje foi o monstro humano, uma classe de ser caracterizada por uma natureza composta. Este ensaio examina o que dois monstros humanos mistos muito diferentes podem nos mostrar. Os donestre, uma raça medieval de poliglotas com cabeça de leão e um gosto pela carne humana, demonstram uma forma antiga de transgressão monstruosa por sua violação corporal das leis sociais e naturais. O estranho caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde, entretanto, ilustra uma forma moderna de monstruosidade em que o caráter instintivo de uma pessoa, sua conduta ou comportamento potencial, os caracteriza como desviantes. O estudo de monstros ajuda a corromper nossas mentes com o aprendizado e, assim, nas palavras de William James, a fazer com que o poder natural e explicativo do "instinto" pareça estranho.

Introdução: Agostinho sugere que monstros (monstra) servem para mostrar ou significar algo, que cumprem uma função demonstrativa (demonstrante de alíquido) Com base no relato instrutivo de Foucault sobre os monstros dos tempos medievais aos modernos, gostaria de averiguar o que a natureza mutável da monstruosidade pode nos mostrar hoje. Examinarei dois monstros em particular: entre as muitas criaturas coloridas e corpóreamente extravagantes da Idade Média, considerarei o pouco conhecido donestre, uma raça meio-humana enganosa de aparência assustadora e inclinação alimentar horrível.

Em contraste, discutirei aquela figura moderna arquetípica de ficção monstruosa, o Dr. Jekyll e o Sr. Hyde. Gostaria de argumentar que o que o próprio Foucault ajuda a demonstrar é que, pace James, é de fato uma tarefa digna e valiosa corromper nossas mentes com o aprendizado, precisamente para fazer o natural parecer estranho. Um estudo das formas mutáveis ​​dos monstros da história nos permite interrogar as normas aparentemente naturais das quais eles se desviam. O "reinado universal do normativo" (Foucault 1991: 304), com o qual Foucault tantas vezes tratou em sua obra posterior, depende em parte do papel explicativo questionável que essas normas são feitas para desempenhar. Há, no entanto, uma diferença indispensável, destacada e exemplificada pela arqueologia do monstro de Foucault, entre demonstração e explicação.


Assista o vídeo: മർകസസ എനന ന ധരചചവരനന പലത ശരയലല. Dr. Sunil P Ilayidom about Post Marxism (Outubro 2021).