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Senhoras, concubinas e pseudo-esposas: amantes da cultura cortês de Emilia-Romagna, da Itália renascentista

Senhoras, concubinas e pseudo-esposas: amantes da cultura cortês de Emilia-Romagna, da Itália renascentista

Senhoras, concubinas e pseudo-esposas: amantes da cultura cortês de Emilia-Romagna, da Itália renascentista

Por Tanya Reimer

Dissertação de mestrado, San Diego State University, 2012

Resumo: Os estudos de gênero renderam poucas análises acadêmicas detalhadas sobre a importância das amantes nas cidades-estado do Renascimento italiano. Embora os historiadores da família tenham concluído que um código de honra e castidade dominava a sociedade renascentista italiana, este trabalho demonstra que, na verdade, nem sempre foi assim. As famílias sacrificaram a honra e a castidade de suas filhas aos desejos de seus príncipes a fim de obter poder e influência. As amantes também obtiveram grande influência, sendo celebradas publicamente na arte e na literatura e, em alguns casos raros, exerciam poder político.

Este trabalho examina a vida de amantes na província italiana da Emilia-Romagna, predominantemente durante o século XV. Examina as amantes do Malatesta de Rimini, do Rossi de Parma e do Este de Ferrara. As vidas de mulheres como Isotta degli 'Atti, Elisabetta Aldobrandini, Bianca Pellegrini, Lippa degli' Ariosto, Stella del 'Assassino, Giovanna de' Roberti, Caterina degli 'Albaresani, Camilla della Tavola, Maria Anna di' Roberti, Isotta degli ' Albaresani e Laura Eustochia Dianti também são analisados ​​em vários graus de detalhes.

As crônicas históricas têm se mostrado uma fonte imprescindível na escrita desta obra, revelando muito sobre a vida dessas mulheres. As análises de arte e literatura celebrando amantes - sejam medalhas comemorativas, afrescos, arquitetura, retratos ou poesia - são uma grande parte deste trabalho. Ele também examina os últimos testamentos de príncipes, que determinaram a situação de seus filhos ilegítimos dentro da sucessão em comparação com os herdeiros legítimos. Essas fontes revelam que as amantes na verdade exerciam muita influência nos tribunais de seus príncipes e seu status poderia até mesmo afetar a capacidade de herança de seus filhos. Estudos demográficos também sugerem que a alta taxa de mortalidade infantil no século XV encorajava um príncipe a ter muitos filhos ilegítimos. Isso permitia que as amantes realizassem um serviço importante pelo qual eram generosamente recompensadas.

No geral, este trabalho conclui que a honra e a castidade não eram a regra geral na Itália renascentista. Embora as mulheres nobres pudessem exercer grande poder por meio de seus maridos e filhos, governando cidades-estado em seus nomes, as amantes encontraram um caminho alternativo para o poder. Embora o caminho deles não tenha sido o predominante, ele não deve ser ignorado ou esquecido nos estudos dos papéis de gênero e valores sociais no Renascimento italiano.


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