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Força Privada e a Criação de Estados, c. 1100-1500

Força Privada e a Criação de Estados, c. 1100-1500

Força Privada e a Criação de Estados, c. 1100-1500

Por Benjamin de Carvalho

Routledge Handbook of Private Security Studies, eds. Rita Abrahamsen e Anna Leander (Routledge, 2016)

Resumo: Este capítulo mostra como a distinção entre o público e o privado emerge no que diz respeito ao uso da força em conjunto com a longa ascensão do Estado na Europa. Ao traçar uma análise conceitual histórica da mudança da organização do poder militar na formação dos Estados, mostro por que precisamos adotar uma abordagem empírica, em vez de ideológica, para a distinção entre os diferentes tipos de força, pois só então podemos esperar entender por que e para quê o poder intencional foi organizado de maneiras específicas e as consequências dessa organização.

O capítulo toma como ponto de partida o final do século XI, período em que as autoridades públicas foram dizimadas em toda a cristandade e em que os reis não tinham mais a aura de autoridade pública, mas eram concorrentes (privados) à autoridade pública em pé de igualdade com seus concorrentes. Tanto a força pública quanto a privada eram privadas, por assim dizer.

Eu prossigo em cinco seções. O primeiro aborda a relação entre a construção da guerra e a construção do estado, uma relação que é central para grande parte da literatura sobre a formação do estado e para a nossa discussão posterior. As próximas três seções abordam a cronologia das mudanças na organização da força e passam da guerra como uma empresa cavalheiresca (em grande parte) privada para as guerras de mercenários, culminando nas primeiras tentativas de manter exércitos permanentes por volta do final do século XV.

A alegação não é que esse processo fosse linear ou inevitável e, como demonstrado na última seção, a centralização dos meios legítimos de guerra nas mãos das autoridades públicas não significou o fim da empresa privada em um mundo de Estados. Em vez disso, a empresa privada continuou ao lado da força pública, embora em um caráter diferente.


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