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Agostinho de Hipona e a arte de governar no período imperial carolíngio

Agostinho de Hipona e a arte de governar no período imperial carolíngio

Agostinho de Hipona e a Arte de Governar no Período Imperial Carolíngio

Por Sophia Cornelia Mösch

Dissertação de PhD, King’s College London, 2015

Resumo: Esta tese investiga como o pensamento político de Agostinho de Hipona foi compreendido e modificado por escritores da era carolíngia para servir a seus próprios objetivos distintos. A pesquisa se concentra em Alcuin de York e Hincmar de Reims, conselheiros de Carlos Magno e Carlos, o Calvo, respectivamente. A análise concentra-se nas discussões de Alcuíno e Hincmar sobre império, governo e conduta moral dos agentes políticos, ao longo das quais ambos fizeram uso extensivo de Agostinho De civitate Dei, embora cada um tenha saído com uma compreensão substancialmente diferente de sua mensagem. Aplicando uma abordagem filológico-histórica, esta tese oferece uma leitura mais aprofundada que vê seus textos como discursos políticos definidos por conteúdo e linguagem; também explica por que Agostinho, apesar de ser entendido de maneiras tão diferentes, continuou a ser um autor com o qual os escritores carolíngios acharam útil pensar.

Problemas metodológicos são descritos na Introdução. O Capítulo Um contém uma análise de conceitos selecionados do pensamento agostiniano, escolhidos tanto por sua proeminência na De civitate Dei e relevância para o material carolíngio. O capítulo dois explora a gama de influências agostinianas em Alcuin Epistolae, com ênfase no pensamento político. O Capítulo Três estuda o impacto de Agostinho na doença de Hincmar Epistolae, Expositiones ad Carolum Regem e De regis persona, com foco na ética política.

A Conclusão contextualiza as descobertas sobre a influência agostiniana dos capítulos anteriores e tenta mostrar mais claramente por que as versões de Alcuin e Hincmar do pensamento agostiniano são tão diferentes. Em particular, considera as diferenças entre os entendimentos de Agostinho, Alcuíno e Hincmar de "igreja" e "estado" e as formas distintas em que cada um deles interpretou a relação entre religião e poder político. Uma comparação dos usos de Agostinho por Alcuin e Hincmar lança luz sobre as diferenças entre o reinado de Carlos Magno e o de seu neto.


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