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Quando éramos monstros: etnogênese na Irlanda medieval 800-1366

Quando éramos monstros: etnogênese na Irlanda medieval 800-1366

Quando éramos monstros: Etnogênese na Irlanda Medieval 800-1366

Por Dawn A. Seymour Klos

Tese de MA, University of Southern Mississippi, 2017

Resumo: Etnogênese, ou processo de construção de identidade, ocorreu na Irlanda medieval como uma reação às leis aprovadas pelo primeiro governo centralizado da ilha. Esta tese acompanha a etnogênese por meio de documentos relacionados à mudança na linguagem, nos costumes e na lei.

Este argumento fornece uma visão sobre como uma nova identidade política foi tornada necessária pelos anglo-irlandeses. O modelo de Victor Turner de Communitas estrutura o argumento, pois cada estágio de liminaridade representa um ponto de inflexão no processo de etnogênese.

1169 marcou um momento decisivo ao começar a invasão anglo-normanda da Irlanda. Os nobres ingleses trouxeram consigo ideias de poder centralizado. Em um esforço para controlar seus magnatas que viviam no exterior, Henrique II, rei da Inglaterra, instituiu um governo agressivo. Ao contrário da era Viking anterior, o governo inglês começou a criminalização sistêmica da identidade política irlandesa ao proibir a língua irlandesa, o casamento misto e outras práticas habituais. Este período exemplifica o "movimento de revitalização" de Anthony Wallace quando a Coroa inglesa destruiu o sistema político existente.


Communitas e o movimento de revitalização fornece o “como” para um argumento de etnogênese na Irlanda medieval. Esta tese combina antropologia e história para examinar o processo de construção da identidade política de forma holística.


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