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Quebrando a pele no início da Itália moderna

Quebrando a pele no início da Itália moderna

Quebrando a pele no início da Itália moderna

Trabalho dado por Evelyn Welch

Apresentado na conferência ‘Representing Infirmity: Diseased Bodies in Renaissance and Early Modern Italy’, Monash University Prato Center em 14 de dezembro de 2017

Este artigo apresenta os desafios de representar enfermidades, da varíola à dor de dente, que envolviam a ruptura da pele representada na Europa Moderna. Desde Galeno, a pele, a camada superior do corpo, foi considerada uma malha porosa que era facilmente penetrada por rompimentos internos ou externos. As peles ideais, masculinas e femininas, eram imaculadas e macias, demonstrando que a tez interna do corpo estava, e sempre esteve, em um estado saudável e bem equilibrado.

Onde não era esse o caso, havia inúmeras receitas de cremes, loções e águas destinadas a apagar os registros de marcas anteriores. Na verdade, era raro, para um retrato, representar qualquer coisa que não fosse a pele perfeita. Mas inúmeras enfermidades desafiaram esse ideal visual, muitas vezes resultando em cicatrizes, vergões, espinhas e varíola. Em outros casos, a doença ou o medo da doença encorajou os médicos, desde barbeiros cirurgiões a ferradores, a abrir deliberadamente a pele como parte de seu tratamento. As técnicas de flebotomia, escarificação ou escavação resultaram em imagens instrucionais (identificando veias ou pontos de entrada), numerosas cenas de gênero e sátiras, versões impressas das quais proliferaram nos séculos XVI e XVII.

Evelyn Welch é professora de estudos da Renascença no King’s College London.


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