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O homem não é o único animal que fala: limiares e idioma em al-Jāhiz

O homem não é o único animal que fala: limiares e idioma em al-Jāhiz

O homem não é o único animal que fala: limiares e idioma em al-Jāḥiẓ

Por Jeannie Miller

Humanidades árabes, pensamento islâmico: ensaios em homenagem a Everett K. Rowson, editado por Joseph E. Lowry Shawkat M. Toorawa (Brill, 2017)

Introdução: “Além disso, de acordo com a língua dos árabes, todo animal é eloquente (faṣīḥ) ou falante de estrangeiro (aʿjam) ... O homem é eloquente, mesmo que se expresse em persa, hindi ou grego.” - al-Jāḥiẓ, Kitāb al-Ḥayawān

Al-Jāḥiẓ era um teólogo que escrevia de maneira literária. Com isso quero dizer que usaram toda a gama da língua árabe, incluindo expressões técnicas, idiomáticas, ambíguas, inequívocas, conotativas e diretas. Um uso flexível da linguagem frequentemente invade passagens de argumentação dialética rígida em suas obras, reunindo o que podem parecer formas de pensar contrárias.

Este ensaio é uma incursão na difícil questão de como al-Jāḥiẓ entendia a relação entre idioma e lógica, e entre a deriva semântica da linguagem literária e a prática da dialética com seus termos definidos. Ele aborda um caso particular onde al-Jāḥiẓ parece usar expressão idiomática e onomatopeia para argumentar um ponto que ele contradiz em outra linguagem em linguagem simples, ou seja, a ideia de que os animais "falam" O fato de o contexto ser uma classificação, tipicamente um site de usos técnicos e definidos, só torna a passagem mais confusa.


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