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O mistério da peste na Islândia medieval

O mistério da peste na Islândia medieval

O mistério da peste na Islândia medieval

Por Chris Callow e Charles Evans

Journal of Medieval History, Vol. 42: 2 (2016)

Resumo: Este artigo tem como objetivo incentivar os estudiosos a continuar a adotar abordagens críticas e interdisciplinares para compreender a causa e a escala dos surtos históricos de peste. Ele faz isso reinvestigando dois surtos registrados de peste na Islândia em 1402-4 e 1494-5. Argumenta-se que foram episódios de peste pneumônica, causados ​​por Yersinia pestis, e que a mortalidade provável não ultrapassava 25% da população em ambos os casos. Isso contrasta com as taxas mais altas (50–60% e 30–50%) postuladas em outros lugares.

Embora se reconheça que existem outras explicações para a peste na Islândia, é necessário ter mais cuidado ao interpretar as evidências diretas e indiretas de seus efeitos demográficos. Uma taxa de mortalidade mais baixa se ajusta melhor a uma epidemia menos disseminada e mais fragmentada. Os números e tipos de fazendas islandesas que podem ter ficado vazias durante o século XV e o início do século XVI recebem uma consideração mais detalhada do que em relatos anteriores. O ‘abandono da fazenda’ no século XV foi continuamente impulsionado por uma série de fatores ambientais e econômicos e não precisa ser interpretado como um colapso demográfico causado apenas pela peste. Também é dada maior atenção à compreensão de como a peste pode ter atingido a Islândia e os fatores biológicos, ecológicos e sociológicos que podem então tê-la sustentado.

Imagem superior: mapa da Islândia do século 17 de Novus Atlas Blaeu


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